Meu nome é Luzia Raleigh. Sempre acreditei que a nutrição protegeria minha saúde e esperava apenas envelhecer e partir em paz — não enfrentar uma doença crônica no auge da minha vida.
Por décadas, evitei álcool e cigarro. Segui um estilo de vida vegetariano, me exercitei regularmente com um personal trainer e fiquei longe de alimentos processados.
A cada dois anos, eu visitava um SPA de detox, na esperança de dar ao meu corpo um novo começo.
Além disso, não podemos ignorar a realidade: grande parte dos nossos alimentos é geneticamente modificada, e ainda não compreendemos totalmente os efeitos a longo prazo.
Mesmo com todos esses esforços, algo inimaginável aconteceu — fiquei gravemente doente.
Por três anos, lutei contra sintomas que mudaram a minha vida. Minha função cognitiva começou a declinar, e eventualmente perdi meu emprego como Diretora de RH.
Eu me sentia exausta o tempo todo, constantemente precisando “tirar cochilos”. Não importava o quanto eu me alimentasse bem ou me exercitasse, eu continuava ganhando peso.
O que veio a seguir foi um capítulo longo, confuso e doloroso da minha vida.
Passei por inúmeros exames e consultas, enfrentando um diagnóstico conflitante atrás do outro. Os exames neurológicos sempre mostravam resultados normais, mas eu sabia que algo estava seriamente errado. Sentia que estava desaparecendo, desesperada por respostas que nunca vinham.
A vergonha logo tomou conta. As pessoas achavam que eu era preguiçosa, sem imaginar a dor que eu sentia todos os dias.
Além disso, minhas articulações ficaram tão inflamadas que perdi a força nas mãos e nos joelhos. Passei a depender de cortisona apenas para conseguir enfrentar o dia. Até mesmo minhas refeições caseiras e cuidadosamente preparadas começaram a me causar desconforto.
A parte mais frustrante? Cada novo médico começava dizendo para eu “consertar minha dieta” — evitar álcool, parar de fumar, cortar frituras. Todas as vezes eu explicava que já vivia dessa forma há decadas, e eles apenas me olhavam, confusos e em silêncio.
Meu corpo todo sofria. Com o tempo, os médicos classificaram minha condição como osteoartrite, fibromialgia, anemia, inflamações nasais, fadiga crônica, asma, alergias de pele, queda de cabelo, depressão e ansiedade — a lista parecia interminável.
Felizmente, um médico muito experiente, que já me acompanhava há quase uma década, conseguiu conectar os pontos.
Por essa época, desenvolvi febres inexplicáveis e precisei ficar de cama por vários dias seguidos.
Para entender melhor os sintomas, passei por uma bateria extensa de exames de sangue. A primeira grande descoberta? Eu tinha deficiências severas de Vitamina D3 e Vitamina B12.
Fiquei chocada, especialmente ao saber que muitas pessoas convivem com essas mesmas deficiências sem nunca perceber o quanto poderiam se sentir melhor ao corrigi-las.
Por fim, descobri a verdade: meu sistema imunológico havia se tornado hiperativo e já não conseguia diferenciar invasores nocivos das minhas próprias células saudáveis. Recebi dois diagnósticos: Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) — uma doença autoimune séria, em que o corpo ataca a si mesmo — junto com EGPA, uma condição rara que causa inflamação e necrose dos vasos sanguíneos de órgãos vitais.
Embora essa notícia tenha me esmagado, ela também trouxe clareza. Finalmente eu tinha uma resposta e poderia começar a gerenciar minha condição, trabalhando para tornar meus sintomas mais suportáveis.
Hoje, tomo vitaminas diariamente, medicamentos direcionados para cada sintoma e dois fármacos potentes para suprimir meu sistema imunológico.
Esses tratamentos trazem efeitos colaterais — que variam de náusea ao risco de perda de visão. A jornada não é fácil.
Continuo consultando especialistas para cada sistema afetado, Pois não existe um médico específico para tratar essas doenças. O Reumatologista é responsável pelo diagnóstico e não necessariamente pelo tratamento.
No entanto, só tenho controle total sobre uma coisa importante: o que eu como.
Com a experiência e ajuda de amigos especializados em alimentação saudável, aprendi que a inflamação piora as doenças autoimunes.
Certos alimentos — especialmente açúcar, cafeína, álcool, tabaco e produtos de origem animal como carne, manteiga, leite e ovos — podem desencadear crises. Da mesma forma, o glúten é outra possível fonte de inflamação, especialmente se você tem sensibilidade a ele.
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